CPB

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O que a morte de Kadhafi representa para o mundo?


De acordo com declarações do primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição da Líbia, Mahmoud Jibril, o ex-líder Muammar Kadhafi, foi detido e morto durante confrontos pela tomada da cidade de Sirte. A morte do ex-líder oficializa o fim de 42 anos de ditadura líbia.
Para saber sobre o que a morte de Kadhafi representa para o mundo, o jornal Conexão Novo Tempo entrevistou o professor de história da Universidade Estadual de Campinas Pedro Paulo Furnari.
De acordo com Furnari, a morte de Kadhafi representa uma etapa importante na consolidação do governo de transição, que foi instalado na capital Trípoli. Para o professor, enquanto Kadhafi não fosse preso ou morto haveria resistência por parte de seus seguidores.
A morte de Kadhafi traz expectativas em relação ao novo governo, que por ser mais aberto, poderá favorecer as nações importadoras de petróleo, já que a Líbia é a 12ª maior potencia petrolífera do mundo.
De: http://novotempo.com/radio/2011/10/21/o-que-a-morte-de-kadhafi-representa-para-o-mundo/

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Mulher na História da Matemática - Emmy Noether



Emmy Noether

Emmy Noether é considerada uma das mais importantes personagens matemáticas no campo da álgebra na primeira metade do século XX. Foi a mais velha de uma família judia de quatro filhos. Nasceu em Erlangen, Alemanha, a 23 de Março de 1882 e seu pai foi o eminente matemático ilustre da Universidade de Erlanger, Max Noether.
Após concluir seus estudos básicos, ela pensou em ensinar línguas estrangeiras (Inglês e Francês) em escolas para mulheres, e esteve bem perto disso, quando optou decisivamente por estudar Matemática.
Já sabemos que naquela época, esta não era uma decisão fácil. Como em outras universidades do mundo, a Universidade de Erlangen não admitia alunas como estudantes, já que elas, segundo a Universidade, poderiam “subverter a ordem acadêmica”. Noether conseguiu apenas obter autorização para assistir aos cursos oferecidos pela universidade como ouvinte. Após dois anos, ainda na mesma situação, ela segue para Universidade de Göttingen, onde teve a oportunidade de estudar com os célebres matemáticos David Hilbert, Felix Klein e Hermann Minkowski.
Finalmente, em 1904, após um semestre em Göttingen, a Universidade de Erlangen muda sua política universitária aceitando que as mulheres tenham os mesmos privilégios acadêmicos masculinos. Noether retorna imediatamente a sua cidade natal e em 1907 conclui seu doutorado com uma dissertação sobre invariantes algébricos. Entretanto, ainda não se admitia mulheres como professoras nas universidades. Noether, por algum tempo, e sem nenhum vínculo oficial, substitui seu pai que estava com problemas de saúde- no Instituto de Matemática de Erlangen. Durante este período, além de continuar com suas pesquisas, orienta quase que totalmente duas teses de doutorado.
Em 1909 é admitida na Sociedade Matemática Alemã e em 1915, já com sua reputação científica consolidada, é convidada por Hilbert e Klein para retornar a Göttingen e trabalhar com eles, onde permanece até 1933. Sua presença consolidou Göttingen como um excelente centro de matemática do mundo na época. No entanto, apenas em 1919, Noether pôde ser admitida legalmente como professora, e somente 1922 começou a receber regularmente um pequeno salário. Antes deste período, Hilbert, que tanto se esforçou pela admissão de Noether como docente, tinha de anunciar com seu próprio nome as aulas que ela lecionava! Embora Noether deixasse a desejar como professora, pedagogicamente falando, logrou inspirar um número surpreendente grande de alunos que, também, deixariam suas pegadas no campo da álgebra abstrata. suas pesquisas sobre anéis abstratos e teoria dos ideais foram particularmente importantes no desenvolvimento da álgebra moderna.
Em 1933, o regime nazista cresceu drasticamente e como não poderia deixar de ser, a associação de estudantes alemães da Universidade de Göttingen foi altamente influenciada liderando um ataque aos que não eram alemães. Atitudes anti-semitas criaram um clima hostil para professores judeus. Um jovem protestava: \Estudantes arianos querem professores arianos".Uma das primeiras ações administrativas de Hitler foi remover judeus e empregados politicamente suspeitos (incluindo professores universitários) dos seus cargos. Em abril de 1933, Noether recebeu uma nota do Ministro da Ciência, Arte e Educação Pública da Prússia que dizia: \Com base no parágrafo 3 do Código do Serviço Civil de 7 de abril de 1933, eu, por meio deste, retiro o seu direito de ensinar na Universidade de Götingen". Noether aceitou a decisão calmamente conseguindo ajuda para outros nesses tempos difíceis. Mais tarde, Weyl escreveu:\Emmy Noether - sua coragem, sua franqueza, sua tranquilidade a cerca de seu próprio destino, seu espírito conciliatório - foram o centro de toda aversão e mediocridade, desespero e tristeza envolve-nos, um consolo moral". Felizmente neste mesmo ano, ela recebe convites para ir para Oxford, para o Somerville College e para o Bryn Mawr College nos Estados Unidos. Talvez por sua reputação por ter abrigado eminentes mulheres matemáticas, ela opta pelo último estabelecimento. Pouco tempo depois, começa a dar aulas também em Princeton. Sua estadia nos Estados Unidos dura pouco. Morre em 14 de Abril de 1935 após uma complicada operação de um cisto no ovário.
A obra matemática de Emmy Noether é original e profunda. Trabalhou especialmente em Álgebra Abstrata, na teoria dos ideais e das Álgebras não Comutativas. Os chamados módulos noetherianos foram batizados em sua homenagem. Ela deu as formulações matemáticas de vários conceitos da Teoria Geral da Relatividade de Einstein. O próprio Einstein, numa carta a Hilbert de 1918, expressa sua apreciação ao penetrante pensamento matemático de Newton. Durante sua vida, orientou 13 teses de Doutorado. Pode-se mesmo dizer que ela criou uma “Escola na Álgebra”. Sua maneira de encarar a Álgebra influenciou consideravelmente o pensamento de vários outros algebristas famosos como: Krull, van der Warden, F. K. Schmidt, Grell, etc. Foi a única mulher a proferir uma palestra plenária no Congresso Internacional de Matemática de Zurique, em 1932. Juntamente com o matemático Emil Artil ganhou o Alfred Ackermann-Teubner Memorial Prize por seus trabalhos em Matemática. Após sua morte, matemáticos como Hermann Weyl, Alexandrov (por quem foi convidada a visitar a Universidade de Moscou) e van der Waerden não pouparam palavras para elogiá-la. Segundo o matemático francês Jean Dieudonné, ela foi “... de longe, a melhor mulher matemática de todos os tempos e dentre homens ou mulheres, a maior matemática do século XX”.

A Mulher na História da Matemática - Sofia Vasilyevna Kovalevskaya



Sofia Vasilyevna Kovalevskaya

Sophia Korvin - krukovsky, posteriormente conhecida como Sohja kovalevsky, nasceu em Moscou, em 1980, numa família da nobreza russa. Aos dezessetes anos de idade foi para S. Petersburgo onde estudou cálculo com um professor da escola naval da cidade. Impedida, devido ao sexo, de seguir estudos superiores em universidades russas, casou-se nominalmente com o amável Vladimir Kovalevsky (que mais tarde se tornou um paleontologista conhecido) para se livrar das objeções familiares a que estudasse no exterior. O casamento ocorreu em 1868 e, na primavera seguinte, o casal mudou-se para Heidelberg.
Em Heidelberg, Kovalevsky assistiu a preleções de Leo Königsberger fora aluno de Weierstrass na Universidade de Berlim e as referências entusiásticas a seu mestre incutiram em Kovalevsky o desejo de também estudar com o grande professor. Mas, chegando a Berlim em 1870, encontrou a universidade irredutível quanto à não - aceitação de alunas do sexo feminino. Por isso aproximou-se diretamente de Weierstrass que, devido às recomendações calorosas de Königsberger, aceitou-a como aluna particular. Logo se tornou a discípula predileta de Weierstrass com quem estudou por quatro anos (1870 - 1874) durante os quais não só cobriu o curso universitário de matemática como também escreveu três importantes artigos, um sobre a teoria das equações diferenciais parciais, um sobre redução de integrais abelianas de terceira espécie e uma suplementação da pesquisa de Laplace sobre os anéis de Saturno.
Em 1874 Sonja Kovalevsky foi distinguida, in absentia, com o grau de Doutora em Filosofia pela Universidade de Göttingen e, devido à excelência de um artigo apresentado sobre equações diferenciais parciais, foi dispensada do exame oral. Em 1888, com trinta e oito anos de idade, atingiu seu apogeu ao conquistar o prestigioso Prêmio Bordin da Academia Francesa com sua memória "Sobre o problema da rotação de um corpo sólido em torno de um ponto fixo". Dos quinze artigos apresentados o seu foi considerado o melhor, tão melhor e de nível tão alto que o prêmio foi aumentado de 3000 para 5000 francos.
De 1884 até sua morte em 1891, Kovalevsky atuou como professora de matemática superior na Universidade de Estocolmo. Seu lema era: "Diga o que você sabe, Faça o que você deve, conclua o que puder."
Há uma história muito contada sobre um fator preliminar, excluidas as tendências do pai e do tio para a matemática, que teria atraído Kovalevsky para essa ciência quando ainda criança. Ao que parece, certa ocasião, um dos quartos das crianças em sua casa foi revestido temporariamente com folhas de papel com anotações de aulas de cálculo feitas por seu pai quando era estudante. Essas folhas teriam à fascinado, fazendo com que gastasse horas tentando decifrá-las e colocá-las em ordem.

A Mulher na História da Matemática - Gabrielle du Châtelet



Gabrielle du Châtelet

Gabrielle Émilie Le Tonnelier de Breteuil, marquesa du Châtelet (17/10/1706 - 10/09/1749): Uma mulher de muitos interesses intelectuais. Émilie era uma matemática e escritora. Nascida em uma família bem-fazer, Châtelet era uma criança dotada de uma propensão natural para a lingüística. Dado o status elevado da sua família social, Émilie recebeu um grau de educação muito acima da grande maioria das mulheres francesas na época. Seu lugar na sociedade também a colocou em uma posição, onde ela foi capaz de conviver com algumas das principais mentes do seu tempo (como Voltaria, no qual ele iria se tornar em um de seus amantes).
Em 1740, Châtelet publicou um livro intitulado Lições de física(traduzindo para o português), que estendeu alguns dos seus conhecimentos sobre a ciência e a filosofia em particular sobre espaço, tempo e matéria. Ela escreveu outros trabalhos científicos, muitas vezes considerados derivados por seus contemporâneos, mas que continha a sua própria síntese e conclusões únicas.
Émilie era uma mulher independente, articulada e muito inteligente, no qual era capaz de alguma forma manter tanto o papel dela como atriz principal na alta sociedade francesa e como uma matemática. Por sua condição social a marquesa procurava tutores para lhe ensinar, a partir então aprende física, geometria e cálculo. E conviver com Voltaire lhe proporcionou estimulação cerebral, algumas orientações iniciais e a oportunidade de colaborar em obras literárias e em artigos científicos. Em seu último ano de vida, Émilie traduziu o livro de Newton conhecido como Principia Mathematica, para o francês, no qual permanece como a única tradução para a língua em uso. Em seus quarenta anos de idade ela ficou grávida e, embora inicialmente sobreviver à gravidez, alguns dias depois, ela e seu filho recém-nascido faleceram.
Em uma carta que ela enviou ao seu último amante, o jovem oficial do exército, Jean François de Saint-Lambert, ela escreve: "Meu exterior é sempre a imagem do meu coração."
Por ter sido uma mulher dada a leviandade, ares e a liberdade sexual, suas habilidades intelectuais tem sido ignorados pelo tempo. Espero que agora, o legado de Du Châtelet seja avaliado de uma maneira mais sensata, para apreciarmos suas contribuições.

A Mulher na História da Matemática - Sophie Germain


Sophie Germain

Sophie Germain nasceu em paris em 1776 e desenvolveu profundo interesse pela matemática. Como mulher, estava impedida de matricular-se na escola politécnica. Não obstante, ela conseguiu as notas de aula de vários professores e, com trabalhos escritos, submetidos sob o pseudônimo masculino de M. Leblanc, ganhou rasgados elogios de Langrange.
Em 1816 foi agraciada com um prêmio pela academia de Ciências da França por um artigo sobre a matemática da elasticidade. Na metade dos anos 1820 provou que para todo primo ímpar p < 100 a equação de Fermat xp + yp = zp não tem soluções no conjunto dos inteiros não -divisíveis por p. Em 1831 introduziu em geometria diferencial a útil noção de curvatura média de uma superfície num ponto da superfície. Embora tenha sido muito superior como matemática, é com freqüência chamada de Hipátia do século XIX.
Com seu pseudônimo de M. Lebranc  trocou correspondência com Gauss por quem foi fartamente elogiada e cumprimentada. Somente algum tempo mais tarde Gauss ficou sabendo que M. Leblanc era uma mulher. É lamentável que Gauss e Germain jamais tenham se encontrado e igualmente lamentável que Germain tivesse morrido (em 1831) antes de a universidade de Göttingen conferir-lhe o título honorário de doutor recomendado por Gauss.
Diz-se que Sophie Germain resolveu estudar matemática depois de ler, fascinada, durante os dias violentos que se seguiram à queda da Bastilha, a vida e a morte de Arquimedes durante dias igualmente violentos após o cerco de Siracusa. Em sua memória sobre a elasticidade observou: "A álgebra não é senão a geometria escrita e a geometria não é senão a álgebra figurada."

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Mulher na História da Metamática - Mary Fairfax Somerville

 

Mary Fairfax Somerville

Sua Vida
Somerville nasceu na Escócia, no ano de 1780, e não teve educação escolar até os 10 anos de idade, quando foi mandada para uma escola onde aprendeu o que seria suficiente para a educação de uma mulher da sua época, mas isso não a satisfez.

Sua Carreira
Aos 13 ou 14 anos de idade Somerville viu um problema de Álgebra elementar que com frequência aparecia nas revistas de moda feminina da época. Ficou curiosa para saber o que significavam aqueles símbolos, mas apenas conseguiu descobnr que se tratava de um certo tipo de Antmetica que usava letras em vez de números.
Casualmente ouviu falar dos Elementos de Euclides, um livro que podena iniciá-la na Matemática. Todavia era difícil conseguir um exemplar, pois não era decente para uma mulher chegar numa Hvrana e comprar um livro de Matemática! Finalmente, por intermédio de seu irmão mais novo, conseguiu um exemplar, não só dos Elementos, mas também da Álgebra de Bonnycastle, livros usados nas escolas naquele tempo. Daí por diante, foi apenas estudar e aprender.
Seu pai irritou-se e tentou proibir seus novos estudos "masculinos". Mas Somerville decidiu dedicar-se totalmente à Ciência. Estudou o Principia de Newton, Astronomia física e Matemática superior.
Publicou vános artigos sobre Física expenmental e a pedido de amigos cientistas, aos 51 anos, escreveu um prefácio elucidativo e traduziu para o inglês o fabuloso e obscuro tratado de Laplace, Mécanique Celeste.
Somerville foi admitida por sociedades científicas de vários países. Foi a primeira mulher a ser admitida na Sociedade Real Inglesa de Astronomia, e a Sociedade Real Inglesa de Ciências chegou a mandar fazer um busto em sua homenagem e expô-lo no hall do prédio. Entretanto, ela nunca pôde vê-lo, já que mulheres não podiam entrar no prédio dessa Sociedade!
O restante de sua vida, ela continuou produzindo artigos científicos de alto nível. Seu tratado "As conecções com as ciências físicas" foi publicado em 1834 e bastante elogiado pelo físico Maxwell, descobridor das leis do eletromagnetismo. John Couch, o descobridor do planeta Netuno, atribuiu as primeiras noções que ele teve da existência desse planeta a uma passagem que ele leu na sexta edição desse livro.
Nos seus últimos anos de vida, escreveu suas memórias, reviu um manuscrito sobre seu trabalho "Diferenças finitas" e quando morrreu, aos 92 anos de idade, no dia 29 de novembro de 1872, ela estava analisando um artigo sobre os quatérnios, um novo tipo de conjunto no espaço quadrimensional que aparece na Álgebra Abstrata.

Nacionalidade
Mary Fairfax Greig Somerville.
Nascimento:Nasceu em 26/12/1780
Jedburgh ( Escócia )
Falecimento:faleceu no dia 29/11 do ano de 1872, Nápoles ( Itália )

A Mulher na História da Matemática - Maria Gaetana Agnesi

Maria Gaetana Agnesi (Milão, 16 de maio de 1718 - Pio Albergo Trivulzio, 9 de janeiro de 1799) foi uma linguista, filósofa e matemática italiana. Agnesi é reconhecida como tendo escrito o primeiro livro que tratou, simultaneamente, do cálculo diferencial e integral. Escreveu em latim a obra "Propositiones philosophicae" (Proposições Filosóficas), publicada em Milão em 1738; mas o que a tornou notável foi o seu compêndio profundo e claro de análise algébrica e infinitesimal na obra "Instituzioni Analitiche" (Instituições Analíticas), traduzida para o inglês e para o francês. O livro foi além dos tópicos sobre filosofia e abordou mecânica celestial e teoria da gravidade de Newton. Durante uma década, Agnesi escreveu uma obra de dois volumes; o primeiro deles, com mais de mil páginas tratava de aritmética, álgebra, trigonometria, geometria analítica e cálculo. O segundo abrangia equações diferenciais. Foi a primeira obra que uniu as ideias de Isaac Newton e de Gottfried Leibniz  É dela também a autoria da chamada "curva de Agnesi".